Atanásio insiste que Deus é livre. Ele imprimiu a sua liberdade na natureza humana. A liberdade pertence inalienavelmente à imagem de acordo com a qual que fomos feitos. Deus reconheceu a possibilidade de que pudéssemos usar mal esse dom. Por essa razão, ele permitiu que a promessa da imortalidade fosse acompanhada por um mandamento, manifesto na história do fruto proibido. Se escolhermos o bem, teremos acesso directo a uma vida semelhante à de Deus. Se, em vez disso, escolhermos o mal, render-nos-emos à nossa natureza transitória, presa da morte. A imortalidade estava ao alcance da escolha humana conscienteO homem escolheu o contrário, com resultados desastrosos. O seu desejo de autodeterminação superou o seu anseio pela eternidade. Ao desviar o olhar de Deus para seguir as inclinações autónomas do coração, o homem abraçou a morte. Ele preferiu a sua natureza à sua vocação e virou as costas ao poder da promessa de Deus. Imediatamente, a nossa tendência natural, aristotélica, para o nada alcançou-nos. Fomos reduzidos ao pó do qual fomos formados, de acordo com a advertência de Deus: 'Morrerás a morte' (Gn 3,3). Após a Queda, a humanidade ficou simplesmente como era, tendo perdido a graça de se tornar. Ela viu-se envolta numa limitação asfixiante. Homens e mulheres tinham sido criados 'com vista à incorruptibilidade' e tinham tudo o que precisavam para realizar esse chamamento, pois 'Deus não apenas nos criou do nada, mas também nos concedeu a graça da Palavra para vivermos κατὰ Θεόν [kata Theon, segundo Deus]'.Em vez de viverem assim, em harmonia com a fonte de todo o bem, os homens tornaram-se inventores do mal, impelidos por uma resistência perversa à vida divina. Não contentes por serem reduzidos à sua natureza, pecaram contra ela. De um jardim de paz e doce encontro, o mundo tornou-se um laboratório de egoísmo, violência e guerra. O anseio sublime do homem foi esmagado pelo desejo terreno. A impressão 'lógica' da imagem de Deus foi apagada.

Atanásio insiste que Deus é livre. Ele imprimiu a sua liberdade na natureza humana. A liberdade pertence inalienavelmente à imagem de acordo com a qual que fomos feitos. Deus reconheceu a possibilidade de que pudéssemos usar mal esse dom. Por essa razão, ele permitiu que a promessa da imortalidade fosse acompanhada por um mandamento, manifesto na história do fruto proibido. Se escolhermos o bem, teremos acesso directo a uma vida semelhante à de Deus. Se, em vez disso, escolhermos o mal, render-nos-emos à nossa natureza transitória, presa da morte. A imortalidade estava ao alcance da escolha humana conscienteO homem escolheu o contrário, com resultados desastrosos. O seu desejo de autodeterminação superou o seu anseio pela eternidade. Ao desviar o olhar de Deus para seguir as inclinações autónomas do coração, o homem abraçou a morte. Ele preferiu a sua natureza à sua vocação e virou as costas ao poder da promessa de Deus. Imediatamente, a nossa tendência natural, aristotélica, para o nada alcançou-nos. Fomos reduzidos ao pó do qual fomos formados, de acordo com a advertência de Deus: 'Morrerás a morte' (Gn 3,3). Após a Queda, a humanidade ficou simplesmente como era, tendo perdido a graça de se tornar. Ela viu-se envolta numa limitação asfixiante. Homens e mulheres tinham sido criados 'com vista à incorruptibilidade' e tinham tudo o que precisavam para realizar esse chamamento, pois 'Deus não apenas nos criou do nada, mas também nos concedeu a graça da Palavra para vivermos κατὰ Θεόν [kata Theon, segundo Deus]'.Em vez de viverem assim, em harmonia com a fonte de todo o bem, os homens tornaram-se inventores do mal, impelidos por uma resistência perversa à vida divina. Não contentes por serem reduzidos à sua natureza, pecaram contra ela. De um jardim de paz e doce encontro, o mundo tornou-se um laboratório de egoísmo, violência e guerra. O anseio sublime do homem foi esmagado pelo desejo terreno. A impressão 'lógica' da imagem de Deus foi apagada.

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