Publicado em 13/03/202613/03/2026Alguma vez terá havido outra ordem que tenha sido tão obedecida? Século após século, espalhando-se lentamente por todos os continentes e países e entre todas as raças da terra, esta acção foi realizada, em todas as circunstâncias humanas imagináveis, para todas as necessidades humanas imagináveis, desde a infância, e antes dela, à velhice extrema, e depois dela, desde os pináculos da grandiosidade terrena aos refúgios de fugitivos, nas cavernas e nos covis da terra. Os homens não descobriram coisa melhor do que esta para fazerem aos reis na sua coroação e aos criminosos que vão para o cadafalso; aos exércitos triunfantes ou a uma noiva e a um noivo numa pequena igreja rural; aquando da proclamação de um dogma ou para terem uma boa colheita de trigo; para que haja sabedoria no Parlamento de uma nação poderosa ou por uma idosa doente com medo de morrer; a um estudante que vai fazer um exame ou a Colombo, ao partir para descobrir a América; face à fome de províncias inteiras ou pela alma de um namorado falecido; em agradecimento por o meu pai não ter morrido de pneumonia… porque os Turcos estavam às portas de Viena; pelo arrependimento de Margaret; para a resolução de uma greve; para que nasça um filho a uma mulher estéril; pelo Capitão fulano-de-tal, ferido e prisioneiro de guerra; enquanto os leões rugiam num anfiteatro próximo; na praia de Dunquerque… tremulamente, por um velho monge, no 50.° aniversário dos seus votos; furtivamente, por um bispo exilado que cortara lenha o dia inteiro num campo de prisioneiros perto de Murmasque; magnificamente, para a canonização de Joana d'Arc — poderíamos encher muitas páginas com as razões pelas quais os homens o têm feito, e não diríamos uma centésima parte delas. E o melhor de tudo é que, semana após semana e mês após mês, em cem mil domingos sucessivos, fielmente, infalivelmente, por todas as paróquias da cristandade, os pastores têm-no feito somente para formar a plebs sancta Dei — o sagrado povo uno de Deus.